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Indo a Foz do Iguaçu e aproveitando o lado argentino.

Aproveitamos a nossa passagem por Foz do Iguaçu para visitar as famosas Minas de Wanda e San Ignacio Miní, um conjunto de ruínas jesuítas. Além, claro, de passar momentos muito agradáveis em Puerto Iguazú.

Uma breve pesquisa na Internet e logo vimos os preços absurdos que as operadoras de turismo estavam cobrando pela viagem a San Ignacio Miní. Resolvemos que, alugar um carro, seria essencial para fazer esta viagem, mais barato que o passeio inteiro e por um aluguel de cinco dias. O que deu para aproveitar outras visitas a Foz e Puerto Iguazú.

 

A viagem

Depois da decisão de alugar o carro, o veículo nos foi entregue no hotel. Fica a dica, veja com a locadora se o carro pode ir até San Ignacio e Minas de Wanda. Geralmente é tranquilo ir a Puerto Iguazú, o serviço de migração argentina confere os documentos e a carta verde, que você já paga por ela no ato do aluguel. Mas para estas cidades mais distantes é preciso ter atenção a alguns equipamentos a mais que o motorista deve levar. As autoridades argentinas cobram, além da carta verde, um cambão (para caso precise rebocar o automóvel), dois triângulos de sinalização (no Brasil, só usamos um) e um kit de primeiros socorros (que já foi obrigação no nosso país).

Checados todos estes itens e condições com a empresa que você contratou para o aluguel, hora de botar os pneus na estrada. Segue abaixo o mapa dos locais que visitamos.


 

A nossa primeira parada foi em San Ignacio Miní, decisão tomada por causa da distância do local para Foz do Iguaçu (cerca de 255 km). Acordamos bem cedo, enfrentamos uma grande fila na fronteira para entrar na Argentina e seguimos viagem em direção ao Distrito de Misiones, onde ficam as ruínas. No caminho, há um pedágio a ser pago, portanto leve também pesos, tanto para o pedágio, quanto para pagar as entradas das atrações. Na saída de Misiones também você paga uma espécie de pedágio. É que é uma taxa paga pelos visitantes do Distrito, ou seja, mais alguns pesos que se vão. A polícia te para na saída de Misiones e você efetua o pagamento. Ah! Barreira policial é a coisa mais comum que você vai ver nas estradas. Portanto, nada de jeitinho, ande com todos os itens que relatamos, ou o prejuízo pode ser imenso!

San Ignacio Miní

Somos caçadores de História. Nossas viagens sempre foram um pouco fora do formato comum, então, San Ignacio Miní nos atraiu. Trata-se de uma construção imensa onde funcionavam os bairros feitos pelos jesuítas enquanto estavam em missão católica na América do Sul. Há este tipo de construção também no Paraguai e no Brasil. A missão foi fundada em 1632 durante a colonização espanhola e, hoje, o complexo é tratado como Patrimônio Mundial da UNESCO.

O valor do ingresso é de 60 pesos, você terá direito de visitar também o museu. Durante o passeio há totens espalhados pelo complexo que você poderá ouvir a descrição das construções em Português e outras línguas.

A própria província de Misiones tem seu histórico conturbado, muitos acreditam que exércitos alemães fugiram pra lá depois de serem derrotados na Segunda Guerra, inclusive Adolf Hitler. Muitos pesquisadores têm estudado o assunto. Já que há referências de engenharia alemã empregada em construções dentro da mata da região. Ou seja, o passeio vale muito!

As ruínas – portal de entrada

 

Minas de Wanda

Na volta de San Ignacio Miní, resolvemos almoçar em Minas de Wanda e conhecer o lugar. O restaurante deixou muito a desejar, mal organizado, cheio e a chuva do dia não colaborou muito conosco. Além disso, os preços do artesanato produzido no local é caríssimo. Mas se você gosta de ver como são exploradas estas minas e as pedras consideradas semipreciosas, vale o passeio.

O visitantes passam pelos túneis já abertos pela mineradora e observam as pedras na parede, antes de serem extraídas e virarem objetos de decoração e joias. O valor do ingresso é de 50 pesos.

 

A noite em Puerto Iguazú

Do lado argentino ainda aproveitamos o resto da noite para jantar em Puerto Iguazú, na nossa avaliação, os melhores restaurantes estão lá. Visitamos também a famosa feirinha, na Avenida Brasil. Lá você pode comprar os doces argentinos, alfajor, azeite, entre várias outras especiarias da culinária portenha.

Nada como parar em um restaurante em Puerto e jantar

 

Uma das lojas da conhecida feirinha de Puerto

Em outra oportunidade, voltamos ao lado argentino para visitar o Dutty Free, um dos lugares mais procurados para quem quer fazer compras. É uma das maiores lojas deste seguimento que já visitamos, um complexo inteiro. Mais tarde, também fomos ao famoso cassino, que fica à beira da estrada.

Dica: Se você quiser voltar a Puerto e só visitar o Cassino, pode parar no estacionamento do Dutty Free e seguir alguns metros a pé para conhecer o lugar ou jogar. Você deixa de enfrentar a fila para carros. A fila de pedestres costuma ser menor.

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Thiago Inter
Thiago Inter é jornalista de TV, já atuou em Assessoria de Comunicação, adora produzir documentários, fotografia e percorrer o mundo. Nascido em Brasília, DF, o jornalista já documentou muitas de suas andanças para ajudar outras pessoas. Para ele, uma aventura é sempre bem-vinda e a melhor viagem é a próxima, esperando sempre pelo próximo embarque.
http://www.proximoembarque.com

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